17 março 2017

Quando um assunto vira debate aqui na agência, seja alguma situação dos nossos clientes ou o momento do mercado, pode ter mais gente pra discutir isso com a gente. Então, é assunto para trazer pro blog e deixar a caixinha de comentários sedenta.

Foi o que aconteceu quando lemos "A publicidade aspiracional já era" do Ricardo Sales. Fará toda diferença se você clicar no link e ler o texto do Ricardo para entender do que estamos falando. O autor constata que a publicidade que televisionava a família perfeita, corpos perfeitos, sonhados por todos, agora dá espaço a corpos e situações reais que nossa sociedade resolveu enfrentar. A imagem que acompanha o texto do Sales é a da campanha da Skol. O conceito de campanha é "Redondo é sair do seu quadrado" que consideramos ter sido inteligente e bem executado. A palavra do momento é representatividade, diz Ricardo em seu texto.



Assista ao filme


O ponto que discutimos

No trecho acima, o autor fala do "ativismo questionador" é aí que pensamos como a internet nos deu uma comunicação mais alerta para determinados assuntos. Quem trabalha com rede social sabe da preocupação que se tem de não receber uma enxurrada de comentários negativos sobre alguma postagem. Então, pelo novo movimento, tudo indica que a criação das campanhas está bem atenta para isso: o quanto os movimentos sociais ganharam força nas redes nesses últimos anos, seja o voltado às questões feministas, LGBT e raciais. De compartilhamento em compartilhamento, as minorias estão ganhando uma voz cada vez mais potente.

A campanha "C&A e vc" é um outro exemplo. Enfim, as marcas parecem ter acordado para o fato de que não são só jovens e magros que vestem suas roupas. Modelos acima do peso considerado “ideal” e mais maduros estampam
a campanha. Dê uma olhada nas lojas físicas e veja os banners da vitrine, eles nos mostram algumas histórias. Por exemplo, relata o caso de uma mulher que, aos 50 anos, decidiu fazer a primeira tatuagem. No site, lá no topo, é possível ver um gif em que a palavra C&A e ________ (um espaço em branco é preenchido aleatoriamente por nomes de pessoas). Veja no site http://www.cea.com.br/nova-colecao- outono-inverno/vitrine.



O Ricardo Sales celebrou a entrada da diversidade nas campanhas institucionais. A participação crescente do público também é comentada e comemorada por nós. Aqui no blog  já falamos de campanha de conteúdo gerado pelo usuário (CGU), por exemplo. O serviço de monitoramento da marca, seja no Reclame Aqui, nas próprias redes sociais, é importante e estratégico. Muitas empresas usam do monitoramento para interagir com seus usuários. Algumas já mudaram os produtos/serviços depois de receberem os relatórios de monitoramentos. Construir uma marca em que os próprios públicos se reconheçam na comunicação pode ser o esperado, mas fazer com que eles protagonizem é, cada vez mais, para marcas corajosos. Vamos lá! Coragem! 

08 março 2017

Nossa realidade muda cada vez mais rápido. E o marketing tem um papel muito importante nisso tudo. Pensa bem, cerca de 1.44 bilhão de pessoas acessam o Facebook e editam sua própria vida. Olha só quanto marketing envolvido! O termo, oriundo da língua inglesa, tem a ver com mercado, mas está cada vez mais presente até mesmo nos relacionamentos humanos (vide as redes sociais).

Com a mistura dos processos de comunicação que envolvem mercados e pessoas, as marcas e instituições também acabam tendo uma influência significativa nos debates da esfera pública. E muitas delas pegam carona em causas que ganham a atenção das pessoas por meio da convivência online. Que fique claro que aqui o termo "pegar carona" não necessariamente reflete oportunismo, mas sim uma questão de estar antenado e se colocar como personagem ativo nas questões sociais.


Vamos exemplificar. Muitas marcas e organizações do poder público se uniram para falar sobre o assédio contra as mulheres no Carnaval, no sentido de dizer um basta a esse tipo de manifestação. A marca de cerveja Skol participou pela segunda vez de uma ação interessante: #ApitoContraOAssédio. A ideia foi dar visibilidade e impedir qualquer tipo de assédio durante a celebração do Carnaval com uma proposta simples: se alguém passou dos limites, apite. Em 2017, a campanha aconteceu em São Paulo, Florianópolis, Salvador e Recife. A mudança de posicionamento da Skol é marcante. Em 2015, a marca foi alvo de duras críticas ao criar uma ação que dizia "Esqueci o 'não' em casa", sendo acusada de reforçar o assédio sofrido pelas mulheres.

Outros exemplos são marcas como Boticário e Netflix. A primeira fez uma campanha inclusiva no Dia dos Namorados de 2015, com manifestações de afeto entre casais homafetivos. A marca se viu no centro de uma polêmica após seu anúncio ser lançado na televisão e na Internet, quando foi ameaçada de boicote por homofóbicos (o que acabou aumentando a visibilidade dos seus produtos). A Netflix é famosa por celebrar a diversidade no próprio conteúdo, com histórias inclusivas no que diz respeito à etnia e orientação sexual (no caso do seriado Sense8, por exemplo, há dois casais homossexuais e um deles conta com uma mulher transexual).


O mais interessante é notar que a escolha das grandes marcas tem sido se posicionar, pois isso acaba sendo cobrado pelos consumidores. Vivemos um momento histórico onde a população em geral (no que diz respeito às redes sociais) escolhe um lado da questão e o defende com unhas e dentes. Acreditamos que as marcas buscam cumprir uma narrativa semelhante, mas, com certeza, com muito mais cuidado com a variedade de interpretações possíveis e consequências.

E você, já pensou sobre o assunto? Acha que é melhor as marcas ficarem distantes das questões sociais ou o engajamento é interessante?

16 fevereiro 2017

Datas comemorativas e redes sociais são Best Friends Forever (BFF's) e já deu pra perceber. De vez em quando, surge em nossas linhas do tempo um parabéns ao profissional do dia (16 de fevereiro, por exemplo, é dia do repórter). Fora as datas, também há os períodos de conscientização que ganharam força com a web - outubro rosa e novembro azul são bons exemplos - enfim, todo dia é dia. Recentemente, a Sprinklr soltou um estudo com o comportamento das pessoas nas redes neste pré-Carnaval. A festa tão popular já é comentário frequente nas redes sociais. O estudo trouxe os insights deixados no Twitter, Instagram e YouTube no período entre 22/01 e 06/02 deste ano.


Vale olhar cada página deste pdf! Mas algumas informações a gente escreve aqui só pra relembrar como as datas comemorativas podem andar lado a lado com seu negócio na web. Com 76,9% do volume das menções, o Twitter foi a rede mais usada, o Instagram aparece em segundo lugar com o 22,9%. Uma surpresa é o ranking das hashtags: #carnaval e #carnaval2017 são as primeiras colocadas, mas sabe quem ficou em terceira? A #moda. Veja aí uma oportunidade: as empresas do ramo da moda já sabem que é algo espontâneo o papo sobre Carnaval e podem pegar carona! Outro dado interessante: os cariocas são os que mais falam do tema em suas redes sociais, representam 30,7%! Olhe o mapa: 



 
Complementando, outra informação vale destaque: "blocos de Carnaval" é a atração mais comentada (com 51%). O estudo sugere que, por conta da crise, os blocos ganharam a preferência no Carnaval de 2017. Outra expressão associado com a festa foi a bebida. Quais bebidas foram as mais associadas ao Carnaval? Talvez não precisasse de pesquisa nesse caso, cerveja foi mais comentada. O curioso é a água em segundo lugar, mas aí vemos a importância de um monitoramento profissional: o estudo diz que a água foi citada de forma irônica.




Bom, vale ler todo o documento, mas também vale lembrar como as datas festivas são cada vez mais comemoradas nas redes sociais (antes, durante e depois). Já que para muitos o ano só começa depois do Carnaval, ainda dá tempo de fazer um planejamento e aproveitar cada oportunidade. Aqui na Incena o pessoal é festeiro e adoraria trocar uma ideia sobre o planejamento deste ano. Boa folia!